ECT já inicia o ano com mais retirada de direitos e se nega a pagar educação de crianças com necessidades especiais
Um novo ano começa. Como de costume as pessoas comemoram, desejam felicidades e prosperidade umas às outras. Porém, a prática dentro dos Correios passa longe desta fraternidade festiva.
Na primeira semana de 2015, a ECT anunciou para os pais de crianças com necessidades especiais que não irá mais custear a educação adequada aos filhos desses trabalhadores. A empresa argumenta que isso consta na alteração do Acordo Coletivo. O Sintcom-PR denunciou que haviam várias retiradas de direitos e se posicionou contrário a assinatura do acordo.
Relembrando as discussões do Acordo Coletivo de Trabalho e as manobras da ECT
A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) se iniciou em julho de 2014. A FENTECT apresentou a pauta construída no CONREP e aprovada nas assembleias, e a empresa apresentou suas propostas para o novo ACT.
Desta forma, várias minutas de acordo foram produzidas, e a cada alteração era apresentado um texto novo, que identificava as principais alterações ou traziam quadros comparativos. Porém, como uma tentativa de golpe no movimento sindical, a última proposta não identificava as alterações e tentou enfiar goela a baixo do trabalhador uma série de retirada de direitos.
A Intersindical denunciou estas várias alterações num boletim de setembro além de analisar e criticar a proposta da empresa que previa reajuste de 0% no salário (uma vez que gratificação não é salário), redução no pagamento retroativo do Vale-Cultura, não pagamento do 30% dos motorizados, proposta ruim sobre entrega pela manhã, etc.
Dentre as retiradas de direitos que criticamos estava a cláusula 49, que retirava a frase que trata do reembolso da ECT para o trabalhador cujos filhos necessitam de “instituições escolares adequadas à educação e desenvolvimento neuropsicomotor…” para deixar“instituições que ofereçam tratamento e acompanhamento especializado, adequados ao desenvolvimento neuropsicomotor…”. Se utilizando desta redação a empresa está se negando a fazer o reembolso das escolas dos nossos filhos que possuam necessidades especiais.
A decisão de assinatura do acordo é feita pelas assembleias
Por estes motivos a direção do SINTCOM-PR não se furtou a assumir o posicionamento contrário a assinatura do acordo, mesmo sabendo que, nacionalmente vários bases sindicais pelo país já haviam aceitado a proposta horrorosa da ECT, sendo que algumas através de golpes de sindicalistas contra os trabalhadores, como aconteceu em São Paulo e DF.
O Sindicato apresenta uma análise e sua posição sobre o ACT, mas quem decide pela assinatura ou não do acordo são os fóruns dos trabalhadores, neste caso as assembleias que ocorreram no estado todo. Com uma maioria apertada, venceu a posição pela assinatura do acordo, não por entenderem que a proposta era boa, mas sim pelo entendimento que não conseguiríamos avançar na negociação do Acordo Coletivo sem uma greve nacional forte.
Em 2015 os ataques vem da ECT e do governo PT
Os trabalhadores precisam se preparar para resistir aos golpes da ECT, mas também aos ataques do governo da Senhora Dilma, PT. Dias depois de ter vencido a eleição, a verdadeira face do governo já se mostrou: ela escolheu uma equipe de governo conservadora e já anunciou corte de gastos de 18 bilhões de reais com direitos dos trabalhadores.
Relembrando as discussões do Acordo Coletivo de Trabalho e as manobras da ECT
A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) se iniciou em julho de 2014. A FENTECT apresentou a pauta construída no CONREP e aprovada nas assembleias, e a empresa apresentou suas propostas para o novo ACT.
Desta forma, várias minutas de acordo foram produzidas, e a cada alteração era apresentado um texto novo, que identificava as principais alterações ou traziam quadros comparativos. Porém, como uma tentativa de golpe no movimento sindical, a última proposta não identificava as alterações e tentou enfiar goela a baixo do trabalhador uma série de retirada de direitos.
A Intersindical denunciou estas várias alterações num boletim de setembro além de analisar e criticar a proposta da empresa que previa reajuste de 0% no salário (uma vez que gratificação não é salário), redução no pagamento retroativo do Vale-Cultura, não pagamento do 30% dos motorizados, proposta ruim sobre entrega pela manhã, etc.
Dentre as retiradas de direitos que criticamos estava a cláusula 49, que retirava a frase que trata do reembolso da ECT para o trabalhador cujos filhos necessitam de “instituições escolares adequadas à educação e desenvolvimento neuropsicomotor…” para deixar“instituições que ofereçam tratamento e acompanhamento especializado, adequados ao desenvolvimento neuropsicomotor…”. Se utilizando desta redação a empresa está se negando a fazer o reembolso das escolas dos nossos filhos que possuam necessidades especiais.
A decisão de assinatura do acordo é feita pelas assembleias
Por estes motivos a direção do SINTCOM-PR não se furtou a assumir o posicionamento contrário a assinatura do acordo, mesmo sabendo que, nacionalmente vários bases sindicais pelo país já haviam aceitado a proposta horrorosa da ECT, sendo que algumas através de golpes de sindicalistas contra os trabalhadores, como aconteceu em São Paulo e DF.
O Sindicato apresenta uma análise e sua posição sobre o ACT, mas quem decide pela assinatura ou não do acordo são os fóruns dos trabalhadores, neste caso as assembleias que ocorreram no estado todo. Com uma maioria apertada, venceu a posição pela assinatura do acordo, não por entenderem que a proposta era boa, mas sim pelo entendimento que não conseguiríamos avançar na negociação do Acordo Coletivo sem uma greve nacional forte.
Em 2015 os ataques vem da ECT e do governo PT
Os trabalhadores precisam se preparar para resistir aos golpes da ECT, mas também aos ataques do governo da Senhora Dilma, PT. Dias depois de ter vencido a eleição, a verdadeira face do governo já se mostrou: ela escolheu uma equipe de governo conservadora e já anunciou corte de gastos de 18 bilhões de reais com direitos dos trabalhadores.
Fonte: site SINTCOM-PR
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